Declaração da Coligação para a Libertação e Restauração de África

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25 de Maio de 2020

Saudações e paz para si!

Encontra abaixo uma Declaração da Coligação para a Libertação e Restauração de África (CALAR), exortando os africanos no continente e nas diásporas, ao assinalarmos o Dia da Libertação de África a 25 de Maio, para acordarem e reclamarem os seus direitos e dignidade e protegerem o seu património dos agentes do crime organizado. Apela a todos para que trabalhem no sentido de pôr termo às práticas que sangram a África e submetem os africanos a todas as formas de indigência, no país e no estrangeiro, ao longo dos últimos quinhentos anos, enquanto o seu património é entregue a estranhos.

CALAR é uma iniciativa de colaboração de numerosos grupos no continente e nas diásporas. Convidamos grupos religiosos, organizações da sociedade civil, indivíduos e grupos activos que estão dispostos a trabalhar para libertar a África do estrangulamento que mantém as crianças da Mãe África em condições de pobreza e devolver aos seus filhos a dignidade que lhes é devida, a juntarem-se a este empreendimento.

A situação é urgente e exige um esforço sustentado de todos os colaboradores. Solicitamos-lhe que divulgue esta Declaração o mais amplamente possível e apelamos aos outros para que façam o mesmo.

Em paz e justiça,

Aniedi Okure, Pelo CALAR


Uma Declaração: África, Lembre-te Quem És Tu


Quando as teias de aranha se unem, podem atar um leão

(Provérbio Etíope)


Neste Dia da Libertação de África, 25 de Maio de 2020, nós, enquanto pessoas de fé e consciência, estamos unidos durante esta crise da COVID-19 para elevar os ideais da libertação de África.

Reconheçamos e afirmemos com confiança o poder e o dinamismo do povo africano. As origens da família humana estão em África, o “berço da humanidade”. As grandes universidades africanas, como a Universidade de Timbuktu, no Mali, que remonta ao século XII, são exemplos poderosos do brilhantismo, da inovação e do génio do povo africano. Mulheres como Nzingha, lutaram pela libertação do seu povo desde os anos 1600.

Olhemos para dentro e encontremos o nosso ouro dentro. Actualmente com mais de 1,3 mil milhões de pessoas, a África está a dar um salto, graças à sua inovação; da plataforma Ushahidi para a banca móvel aperfeiçoada pelos promotores africanos, agora uma linha de vida muito necessária, dadas as perturbações económicas da COVID-19. A COVID-19 também impulsionou uma revolução de novas tecnologias – desde as estações de lavagem de mãos com energia solar feitas no Gana, à promessa de Madagáscar de um novo tratamento, e aos kits de teste do Senegal, que estão agora a salvar vidas em todo o continente. A pandemia global vai continuar a limitar os mercados de outros continentes.

Juntemos agora as nossas forças em prol da justiça económica! Estes avanços surgem apesar de um contexto difícil. O continente sangra com a exploração dos recursos, deixando frágeis os seus sistemas de saúde. A fraca governação continua a expor a África a práticas criminosas organizadas por governos estrangeiros e multinacionais que evitam habilmente os impostos, manipulam os preços e limitam as oportunidades de fabrico. A África perde mais com as saídas ilícitas para governos e elites estrangeiros do que com a ajuda e o investimento directo estrangeiro, em conjunto. Afirmamos que a dívida de África já foi paga muitas vezes. Na verdade, o mundo deve a África e aos africanos reparações pelos horrores da escravatura, do colonialismo, do apartheid e da exploração permanente dos recursos. Acreditamos que uma África FORTE, UNIDA e um mundo melhor é inevitável.

Mobilizemos recursos nacionais para tornar os cuidados de saúde universais uma realidade. A justiça económica deve incluir cuidados de saúde públicos de qualidade para todos. Em Abril de 2001, os Estados-Membros da União Africana concordaram em afectar pelo menos 15% dos seus orçamentos anuais à saúde. Quase duas décadas mais tarde, a maioria dos países está longe de ter atingido esse objectivo. A COVID-19 é uma oportunidade de carregar no botão de reiniciar. Rejeitamos a pressão do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional para privatizar os serviços essenciais – incluindo a saúde.

Protejamos o planeta e o seu povo e democratizemos todos os serviços essenciais! Nós, povos de origem africana, temos o poder de construir um futuro melhor. Exigimos um compromisso total com as mulheres e as raparigas como líderes, empresárias e agentes de mudança. Não seremos totalmente livres enquanto não descolonizarmos as nossas mentes e não maximizarmos a criatividade da nossa juventude. Temos de aproveitar as bênçãos do sol e do vento de África para criar novos empregos, cultivar os nossos próprios alimentos e conduzir um modelo de desenvolvimento económico mais justo.

Honremos os sacrifícios dos nossos antepassados e exijamos uma liderança que coloque os interesses do povo em primeiro lugar. Exortamos a União Africana, os líderes nacionais, as instituições religiosas, os movimentos sociais, as sociedades civis, a diáspora e todas as pessoas de boa vontade a libertarem-se dos grilhões da opressão; a romperem com a tutela do Ocidente e da China; e a promoverem a responsabilização a todos os níveis da interacção humana.

Como uma ponte, transmitamos as bênçãos que recebemos às gerações futuras. Mantenhamo-nos firmes – e unidos como teias de aranha, fortes na nossa fé e gozando plenamente dos nossos inalienáveis direitos à dignidade e à justiça.

O nosso Apelo à Acção do Dia da Libertação de África 2020 – Unamo-nos para nos libertarmos a nós próprios! – O Futuro é Nosso!

Pela Coligação para a Libertação e Restauração de África (CALAR)

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